SOFRIMENTOS E FRUSTRAÇÕES: COMO SE LIBERTAR?

Sofrimentos, frustrações e decepções são situações difíceis para todos nós. Em geral, nunca estamos preparados para isso; aliás se estivéssemos, obviamente não sofreríamos.
Sei que você que está lendo esse artigo pode estar sofrendo; talvez por uma perda, uma forte decepção ou outra dificuldade do gênero, mas todas, em sua essência, estão ligadas aos relacionamentos. Em verdade, saiba que existe uma legião de pessoas que está passando por essa fase nesse momento. Afinal, somos 5 bilhões de pessoas entre fome, guerras, violência; mas a decepção, frustração ou sofrimento também têm o poder de dilacerar, não somente o físico, mas as nossas esperanças, confiança e expectativas.

Quando abro os diversos livros de mestres que têm o poder de nos guiar em uma viagem mais segura, percebo que segurança é algo que não existe; o mundo é impermanente, tudo muda, mas ainda não nos acostumamos com essa verdade. Mesmo assim os mestres dizem para abandonar os nossos desejos mundanos, o nosso ego e a nossa expectativa, mas isso é algo muito difícil de fazer; muitas vezes foge até da nossa realidade. Então, como se libertar da dor?

Acredito que, o primeiro passo a ser dado na direção da liberdade é sentir a dor em sua mais profunda essência, mas não casar-se com ela; um rápido namoro, onde você possa apenas entende-la, mas não ama-la. Não sei exatamente o que está acontecendo com você agora, mas o certo é você chorar; você vai dizer que já chorou muito; se me disser isso, então, agora é tempo de se libertar, de voar, de se divorciar da dor com que talvez você tenha se casado; é nesse momento que tenho uma segunda solução; não que ela seja mágica, como passar as mãos na testa e estará curado. Eu sempre digo que sofrimento é que nem plantar mandioca: você abre um buraco na terra, planta a mandioca e depois de algumas semanas, você a colhe. Mas com uma ressalva: plantar é a coisa mais fácil do mundo; a coisa mais difícil é colher a mandioca, as raízes são imensas e ganham proporções enormes; não é fácil.

Assim é a dor: senti-la é algo, planta-la só vai fazer com que você a deixe em seu ser enraizada e essas raízes se tornarão secas e duras, serão o ressentimento e a mágoa. Mas o segundo passo não veio a mim olhando meus pacientes e seu sofrimento; veio de uma palestra de um colega que falava sobre ginástica; isso mesmo, ginástica.

Na sua explanação ele dizia como nós adoramos comprar esteira, bicicleta, “Abswing” e outras coisas mais, e depois de dois meses deixamos tudo de lado, não temos disciplina. Foi nesse momento que percebi que para o sofrimento dar uma pausa em nossa vida, precisamos de duas coisas: distração e estímulo. É como andar na esteira, sem água, sem música ou uma televisão na frente; tudo se torna um sofrimento. Precisamos nos distrair e isso me levou a observar que para escapar do sofrimento precisamos sair do foco. Como?

Bem, essa é a sua resposta particular. Acredito que, nesses momentos, quando já experienciamos a dor e queremos nos desvencilhar dela, o ideal é procurar coisas novas, mudar o ritmo, pessoas, as idéias, os ideais, mudar o foco; isso tudo são estímulos que criam novas oportunidades, re-alinham a auto-estima e mudam definitivamente muitos de nossos comportamentos. Quer uma dica? Num final de semana vá à praia com algumas pessoas; vá e volte no mesmo dia; faça um acampamento, ver um filme com alguém, vá a um lugar diferente onde nunca foi. Sabe aquela aula de dança que você sempre quis fazer e nunca fez? Aí está, chegou a hora. Seja voluntário em algum lugar, qualquer coisa que o afaste da mesmice do dia-a-dia. Isso vai, definitivamente, fazer você se libertar; aposte nisso, mas antes aposte em você!!!
Sucesso na mudança de sua vida; afinal, você merece!

 

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Uma década em um dia – relacionamentos afetivos

Na maior parte do tempo leva-se um bom tempo para se entender as coisas do coração, não é fácil digerir, encaixar, entender, desprender, curar ….

A sabedoria popular diz que o tempo é como um bálsamo, mas não sabemos ao certo quanto tempo será necessário para curar o coração, ou mesmo eliminar as cicatrizes.

Existem pessoas que com poucos meses já estão prontas para outra etapa na vida, para outras isso pode levar anos, certamente por sermos tão diferentes, em nossos comportamentos e emoções.

Eu sei que em sua mente tudo pode parecer um redemoinho eterno, onde cada imagem se repete e repercurte em seu peito, somos ruminadores natos, temos o poder de imaginar, imaginar e imaginar, mas também temos o poder de mudar isso.

Existem centenas de receitas, mas elas apenas abrandarão sua dor, ela continuará existindo até que algo aconteça, esse período de dor é o tempo de luto interno, da noite longa, e tudo dependerá do quanto você quer mudar tudo isso.

Corações partidos são difíceis de serem curados, mas não impossíveis, lembre-se: O mundo dá muitas voltas.

Durante anos analisei detalhadamente casos e casos, emails, cartas e muito mais, e posso lhe garantir:
Num piscar de olhos isso tudo pode mudar, afinal nossa vida pode tomar um novo rumo.

As pessoas não acreditam, mas a vida é rica em lições e sinais, as vezes desprezamos esses sinais e a chance de renovação, nossos olhos parecem estar focados na dor como uma forma de punição interna, isso somente tende a piorar as coisas.

A nostalgia e a melancolia nos levam a veredas que nos sufocam , não vale a pena caminhar nesse sentido, abandone isso.

Tem pessoas que sofrem por anos, mas em um dia tudo isso pode ser eliminado.

Thais uma de minhas alunas sofria de um mal do coração, a saudades de uma relação que já se foi a anos, e durante todo esse tempo, mergulhada nesse processo, ela divagou no mundo por respostas, que nunca chegaram, e sua noite de dor se tornou longa, tão longa a ponto de me procurar, para tentar a qualquer custo encontrar uma luz.

Na verdade uma boa dose de diálogo e respostas, fez com que as coisas mudassem um pouco o rumo, e sua dor de anos, por questão de horas se rompeu e sumiu para sempre.

Ela tentou encarar a verdade, fez contato com seu ex-namorado, e todo aquele peso que carregava durante anos, simplesmente sumiu, e tudo isso tinha um nome : Decepção.

Tratando-se de paixão, temos o poder de idealizar uma pessoa a tal ponto dela se tornar um sonho, e isso cria um mito sem precedentes, um mito é algo quase que intocável, que no final confundimos o seu simbolismo com algo que realmente acreditamos existir, mas para Thais um simples telefonema e uma hora de conversa fez criar um redemoinho de DECEPÇÃO.

Essa decepção é o encerramento inicial de uma imagem que ela carregou por anos, ela rompeu o intocável, muitas vezes pela própria exploração e aceitação da verdade.

Thais trouxe para perto de si a decepção, que desconstruiu todo aquele alicerce de ilusão.

Aprendemos que a decepção não é algo bom, assim como raiva, tristeza, e outras emoções, mas em verdade todas as emoções, todos os sentimentos tem o seu valor e papel.

Eu não quero que você procure decepcionar-se com a origem de sua dor, mas quero que você veja que a construção de uma imagem de um Deus grego intocável não irá ajudar-lhe a chegar próximo a realidade e sim apenas a construir uma ponte de ilusão e dor eterna, para romper isso basta apenas uma boa olhada, e ver o quanto você se enganou com tantas coisas.

A pessoa que você acreditar ser um Deus em sua vida, um amor eterno, é apenas um homem, no qual você alicerçou os seus mais íntimos desejos, e assim construiu uma arquitetura maravilhosa, que não esta ao seu lado.

Reflita um pouco sobre isso e desconstrua esse falso monumento, afinal essa escultura é feita de pedra-sobre-pedra, nada mais que isso.

Sucesso!

Dr.Paulo Valzacchi
Webtrerapia em http://www.crescimentoesabedoria.com.br

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Após uma perda emocional é necessário fechar o ciclo…

Quando estamos magoados devido a uma perda emocional passamos por um processo muito doloroso. Geralmente nos afastamos de tudo e de todos, inclusive de nós mesmos; ficamos imersos no luto, nos fechamos, paramos e não seguimos adiante.

Eu sei que colocar aquele brilho novamente em nosso ser não é algo tão fácil de fazer, mas é importante saber que, para isso acontecer, devemos começar, aos poucos, a aceitar os fatos que ocorreram. A aceitação somente começa a existir quando nos tornamos mais flexíveis, quando permitimos que morra dentro de nós essa resistência que está gerando toda essa mágoa.

Toda essa mágoa começa a pesar e acaba por nos empacar e depois disso, seguir adiante se torna um fardo. É bem provável que você tente começar alguns projetos, mas o desânimo se instalará, pois você está preso ainda a um passado de dificuldades que promove em você a baixa estima, a falta de força e de confiança.

E tudo isso está bem aqui, na sua mente. Os pensamentos vão se chegando, um a um, pensamentos angustiantes e torturantes que chegam a qualquer hora do dia. Se permanecermos assim durante muito tempo, é certo que teremos problemas maiores ainda.

Mas, então, o que é preciso fazer? Existem muitas receitas, mas elas são muito abrangentes, ou seja, o que serve para um pode não servir para outro. Existem receitas que se dizem milagrosas, mas isso não existe. O que você precisa entender antes de mais nada é: você está passando por um ciclo. Ele teve um começo, que por sinal foi maravilhoso; teve um meio, que aos poucos foi se tornando conturbado, decepcionante, e um final que realmente foi doloroso. Quando você entende isso, significa que está na hora de fechar este ciclo para poder seguir adiante. Caso isso não ocorra, você será sitiado pelo medo, insegurança e desmotivação.

Mas, como fechar um ciclo? Na verdade, para se fechar um ciclo precisa-se ter em mãos um período de reflexão, interiorização. Alguns podem até chamar de período de luto, mas um luto consciente. É como no final do ano: você faz um balanço de como foi o seu ano, as coisas boas que aconteceram, as suas conquistas, suas realizações, seu aprendizado, as coisas desastrosas, tudo. Esse balanço tem que ser feito, verificar os acertos e erros, perceber o que lhe deixa ainda magoado, perceber o que o paralisa, o que lhe dá desconforto. Você precisa ouvir as suas emoções, o que está se passando dentro de você e investir em coisas que lhe dêem respostas.

É fundamental que comece a clarear a mente e assim entender melhor o que ocorreu em sua vida não permitindo recaídas diante de situações similares. Ser consciente é não cair no mesmo buraco duas vezes, apesar de que no reino animal somente o homem cai duas vezes no mesmo buraco, na mesma armadilha; o resto dos animais, simplesmente aprendem.

Mas vamos fazer um esforço.

Por isso, realizar este balanço vai fazer você começar a encaixar as peças do quebra-cabeça, e vai perceber como fechar o ciclo. Entender é o primeiro passo, pois é do entendimento que vem a flexibilidade e depois a aceitação; daí em diante as coisas começam a fluir.

Há pessoas que dizem que nada como um novo amor para apagar o anterior. Às vezes posso até concordar, mas se você não estiver amadurecida para um recomeço os erros serão repetidos e mais sofrimento surgirá. Por isso, neste exato momento, pare e pegue duas folhas de sulfite. Em uma delas escreva todas as coisas boas que você aprendeu com essa pessoa nesses anos todos de relacionamento. Assim você verá que a outra pessoa compartilhou coisas importantes com você. E na outra folha coloque as coisas que você aprendeu diante desse momento de dificuldade. Olhe para ambas e veja o quanto você amadureceu; veja os pontos que você julga como erros, analise, pergunte-se, o porquê de determinadas atitudes que você tomou. Será que valeu a pena? Pergunte-se sobre as atitudes que você deixou de tomar e com muita calma analise e comece por digerir cada detalhe. Guarde todas essas informações e perceba neste exato momento que você tem em suas mãos um mapa de acertos e erros, de aprendizado; ele será muito útil.

Se as perguntas ainda pairam em sua mente, invista na busca por respostas, até o momento em que você estiver preparado para fechar o ciclo e dar uma chance para ser feliz. Pense que você tem toda a chance de despertar a felicidade em si mesmo! Então, mãos à obra.

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O manual

Artigo : O manual
Por Paulo Valzacchi
Escrito em 05 janeiro 2012
Revista: Amor e vida

Pouco sabemos sobre como ter sucesso em nossas relações afetivas, dessa forma a tão almejada felicidade parecer ser algo utópico,um sonho distante.
Diante disso nós nem sempre somos assertivos em nossas empreitadas amorosas, e quanto menos sabemos sobre amor e relacionamento, mais desastroso as coisas podem se tornar.
Encontrar nossa cara metade já é uma missão quase impossível, afinal buscar uma pessoas com as mesmas afinidades, pode também trazer uma pessoa com os mesmos problemas.
Durante um bom tempo acreditei que para amor nós não precisamos de regras, lições, dicas e tudo mais, porém eu estava errado, é claro que não precisamos de manual, mas aprender sobre relacionamento, nos torna mais maduro, e começamos por entender melhor os mecanismos de tudo isso.
Não é preciso um manual, é preciso sim de um pouco de bom senso.
Um relacionamento se fortalece com duas coisas: amor e diálogo.
A transparência e honestidade são outros ingredientes importantes, não é possível estar ao lado de alguém que não é honesta, transparente e é claro que não esteja disposto a dialogar, pois sem isso, não existe a base para as coisas funcionarem.
Silvia uma de minhas alunas já teve grandes perdas com seu jeito irremediável de calar-se, omitir-se, de guardar para si suas dores, perguntas, planos, tudo isso pelo simples fato de não conseguir estabelecer um diálogo maduro com seu parceiro, fruto é claro de péssimos exemplos paternos, ela conta-me que quando criança jamais ouviu seu pai dialogar com sua mãe, que ambos apenas discutiam e chegavam a agredir-se verbalmente.
Precisamos romper o elo entre o passado e o presente, não somos nossos pais, e não podemos herdar esses comportamentos, precisamos sim ser mais abertos, nos comunicar, fazer-nos entender.
As vezes temos o poder de nos colocarmos distante do outro justamente por falta desse pequeno e grande detalhe : a comunicação.
Talvez você precise de um manual, mas eu acredito que isso não seja necessário, o mais importante é você observar o seu comportamento, verificar o que tem dado certo e o que tem dado errado, ouvir um pouco os bons conselhos, ser mais flexível, e de uma maneira madura tentar resolver-se.
Lucia uma de outras alunas, seguiu esse caminho, ela era uma pessoa fechada, embora sorridente, mas com poucos amigos, isolava-se frequentemente, não participava efetivamente da vida, e mantinha-se distante em seus relacionamentos, aos 40 anos de idade, ela era uma mulher bonita, inteligente, mas solteira, pelas diversas dificuldades que tinha em se relacionar, e o pouco que o fez, apenas colecionou decepções.
Seu ultimo relacionamento ficou aberto, o ciclo não foi fechado, carregava consigo um caminhão de insatisfação, infelicidade, e sofrimento, até o dia que após tantos e tantos conselhos,ela decidiu mudar.
Lucia havia percebido que a vida passa muito rápido para ficar fechada em seu mundo de dor, ela então se propôs a crescer, compartilhar, melhorar e em pouco tempo deu sinais de resultados positivos.
No final o que precisamos é de pouca coisa, como disse: honestidade, transparência, uma boa dose de diálogo, afinal se temos amor em nosso coração, esses outros ingredientes são apenas a estrada para garantirmos uma viagem mais leve.
E você , não acha que esta na hora de aprender um pouco nais sobre isso?

Dr.Paulo Valzacchi

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Ter vida secreta é necessidade?

Ter vida secreta é necessidade, dizem psicólogos, mas o conflito entre desejo e sociedade pode causar sérios traumas!

Um recibo de cartão de crédito esquecido no lugar errado ou um e-mail em aberto na caixa postal do computador poderia ter acabado com tudo: com o casamento, com a carreira bem sucedida e com a reputação de decência que ele construiu numa vida inteira.

Acontece que, por mais de 10 anos, ele radicalmente manteve duas identidades paralelas: uma delas era do homem que vivia numa pacata vila do condado de Westchester e que trabalhava num escritório de Nova York, enquanto que o outro funcionava principalmente nos clubes noturnos, bares de aeroporto e bordéis. O primeiro recebia os clientes calorosamente e acenava aos vizinhos, às vezes apenas poucas horas depois de o outro ter
voltado de um encontro de “trabalho” com prostitutas ou traficantes de cocaína.

A gota d’água para o fim dessa situação foi um simples aviso em pop-up pelo computador, num anúncio de um software de segurança eletrônica, advertindo que a vida online dele estava sendo “constantemente monitorada”. Foi o bastante para provocar pânico nesse empreendedor imobiliário de Nova York, que em seguida procurou um terapeuta.

A vida dupla desse homem é um exemplo extremo de como a aflição mental pode fragmentar uma identidade, afirma o psiquiatra que atendeu esse paciente, o Dr. Jay S. Kwawer, diretor de educação clínica no Instituto William Alanson White em Nova York. Kwawer discutiu esse caso numa palestra recente.

Os psicólogos dizem que a maioria dos adultos normais está bem preparada para começar uma vida secreta, quem sabe até para mantê-la. E a capacidade de manter um segredo é fundamental para um desenvolvimento social saudável, dizem os especialistas. O desejo de criar outras identidades – e o de se reinventar e o de fingir – podem perfeitamente se prolongar pela vida adulta.

E, nos últimos anos, pesquisadores concluíram que algumas habilidades psicológicas que servem para muitos evitarem colapsos mentais são as mesmas que podem colocar essas pessoas em risco crescente, quando prolongam essas atividades clandestinas.

“Num sentido bem profundo, você não tem um self, uma identidade, a não ser que tenha um segredo. Nós todos temos aqueles momentos em nossas vidas onde sentimos que estamos nos dissolvendo em nosso grupo social, ou no trabalho ou no casamento. Nesse caso é bom, dá prazer buscar uma atividade secreta, ou algum subterfúgio, para reafirmar nossa identidade, como alguém dissociado do grupo”, afirma o Dr. Daniel M. Wegner, professor de psicologia em Harvard. “E agora estamos descobrindo que algumas pessoas fazem isso de maneira mais eficiente que outras”.

As vidas secretas mais conhecidas são as mais espetaculares –o arquiteto Louis Kahn na verdade teve três vidas; Charles Lindbergh assumidamente teve duas. Mas esses são exemplos exagerados de um comportamento que é extremamente comum e variado, dizem os psicólogos.

Algumas pessoas jogam furtivamente, outras experimentam drogas. Tem gente que experimenta aulas de música, enquanto outras seguem um grupo religioso. E elas guardam seus segredos por diversas razões.

Há também milhares de pessoas – homens e mulheres gays que mantêm casamentos heterosexuais, por exemplo – cuja vergonha ou cuja negação a respeito de suas necessidades elementares os encaminham para excursões clandestinas por outros mundos.

Mas se a vida secreta será ou não destrutiva, concluem os especialistas, isso vai depender tanto da natureza do segredo quanto da estrutura psicológica do indivíduo.

Tudo que é secreto dá mais prazer

Há muito tempo os psicólogos vêm considerando a capacidade de guardar segredos como fundamental para um desenvolvimento saudável. Crianças a partir dos 6 ou 7 anos aprendem a fazer segredo sobre o presente que a mãe receberá no aniversário. Na adolescência e na idade adulta, uma certa fluência com as pequenas mentiras sociais é associada à boa saúde mental.

Os pesquisadores já confirmaram que o segredo pode despertar a atração, ou como colocou Oscar Wilde, “O ato mais banal se torna delicioso se é secreto”.

Um estudo feito com homens e mulheres que vivem no Texas relatou que os relacionamentos passados que continuam vindo à lembrança dessas pessoas freqüentemente são esses relacionamentos secretos.

Num outro estudo, psicólogos em Harvard descobriram que podiam aumentar a atração entre desconhecidos, homens e mulheres, ao estimulá-los a flertar furtivamente, como por debaixo de uma mesa, como parte de um experimento científico.

O impulso de agir como persona inteiramente diferente também é amplamente comum em culturas diferentes, dizem os cientistas sociais, e pode ser motivado tanto pela curiosidade quanto por simples travessura ou então por uma sincera busca espiritual.

Certamente é um conflito familiar para quase todos que já escapuliram temporariamente de seu cotidiano, seja nas férias, a negócios ou quando vai viver num outro país.

“Acontecia freqüentemente quando alguém saía de férias no verão e se transformava numa outra pessoa, como quem saía para acampar ou ia para a Europa e se transfigurava, em espírito ou por meio de uma experiência saudável”, diz a dra. Sherry Turkle, socióloga do Instituto de Tecnologia de Massachusetts.

Agora, segundo a especialista, as pessoas freqüentemente se transformam em outras pela Internet, sem nem precisar sair da poltrona: um contínuo que fica logo ali, perto de você, pode assinar como fulanodetal@uol.com.br e navegar por salas de bate-papo como OcaradeArmani, Brisa Suave ou Homem-Trovão.

Recentemente, a dra. Turkle estudou a utilização de jogos interativos online, como o The Sims Online, onde as pessoas estabelecem famílias e comunidades. Após realizar entrevistas detalhadas com 200 jogadores regulares ou eventuais, ela diz que muitas pessoas utilizam os jogos como uma maneira de formar famílias que gostariam de ter tido, ou pelo menos como forma de viver versões alternativas de suas próprias vidas.

Uma jovem de 16 anos que vive com um pai abusivo fez uma simulação de seu relacionamento com ele no jogo The Sims Online. No jogo ela se transfigurava, aleatoriamente, em um rapaz de 16 anos, numa jovem mais velha e mais poderosa e numa outra personalidade, mais assertiva, entre outras identidades. Foi como uma filha mais resoluta, diz a dra. Turkle, que a jovem percebeu que era possível perdoar o pai dela, caso não conseguisse transformá-lo.

“Acho que o que as pessoas estão fazendo agora pela Internet”, diz a cientista, “tem um significado psicológico profundo, pela forma como elas usam outras identidades para expressar problemas e potencialmente resolvê-los, numa região que é relativamente livre de conseqüências”.

Bloqueando lembranças desagradáveis

Já no mundo aqui fora, lugar tão cheio de perigos e conseqüências, estudos indicam que a maioria das pessoas considera ser mentalmente exaustivo manter segredos bombásticos por muito tempo. Vidas secretas então, nem se fala…

O simples ato de tentar suprimir a informação cria uma espécie de efeito-rebote, fazendo com que pensamentos sobre um caso extraconjugal, excursões de fim de noite ou uma dívida secreta inundem a consciência, especialmente quando uma pessoa que poderia ser atingida por uma revelação está por perto.

É como acontece com um aparelho de televisão ligado num bar superlotado – o tal lance secreto permanece ligado na mente, atraindo a atenção apesar de esforços conscientes para mudar o foco. Os pensamentos suprimidos retornam até mesmo nos sonhos, de acordo com um estudo publicado no último verão.

A força desse efeito, não há dúvidas, varia de pessoa para pessoa, de acordo com os psiquiatras. Em casos raros, quando as pessoas estão patologicamente sem remorsos, elas não ligam nem percebem o impacto em potencial de seu segredo sobre outras pessoas, e portanto nem sentem a tensão da manutenção do segredo.

Já os que são pagos para viver vidas secretas, como os agentes da inteligência, pelo menos sabem qual deve ser seu papel, e têm orientações claras que lhes indicam o quanto podem revelar, e para que pessoas exatamente.

Mas, numa série de experiências realizadas na década passada, os psicólogos identificaram um grupo maior de pessoas, batizado de grupo dos repressores (de informação). São de 10% a 15% da população, adeptos da técnica de ignorar ou suprimir a informação que lhes é embaraçosa – pessoas bem capacitadas para manter segredos.

Os repressores de informação apresentam índices baixos nos questionários que medem ansiedade e atitudes defensivas – indicando, por exemplo, que essas pessoas raramente são ressentidas, se preocupam com dinheiro, ou se afligem com pesadelos e dores de cabeça. São pessoas que se avaliam positivamente e que não se atormentam por pouco.

Embora pouco seja conhecido sobre o estágio mental de pessoas assim, alguns psicólogos acreditam que elas aprenderam a bloquear pensamentos aflitivos, distraindo-se com boas recordações. Com o passar do tempo – na verdade, com a prática – isso pode se transformar num hábito, bloqueando o acesso deles a memórias e segredos potencialmente humilhantes.

“Esse talento provavelmente lhes será bem útil na luta diária para evitar pensamentos indesejados de todos os tipos, o que inclui os pensamentos indesejados que surgem das tentativas de suprimir seus segredos na presença de outras pessoas”, diz o Dr. Wegner, de Harvard.

É mais fácil silenciar esses pensamentos. E quanto mais tempo dura essa atividade encoberta, mais difícil poderá ser confessá-la em seguida.

Gays dentro do armário

Em alguns casos, forças bem mais poderosas estão em jogo nesse molde das vidas secretas.

Muitos homens gays e algumas lésbicas casam com parceiros heterossexuais antes de definirem sua identidade sexual, ou até mesmo em desafio a essa identidade.

O objetivo é agradar aos pais, cobrir sua própria vergonha ou querer se tornar mais auto-aceitável ou aceitável para a sociedade, diz o Dr. Richard A. Isay, psiquiatra na Universidade de Cornell que já foi terapeuta de muitos homens gays que estão “no armário”.

“Muito freqüentemente”, diz o psiquiatra, “esses homens lutam para não atender aos seus próprios desejos, e começam suas vidas secretas em condição desesperada. No final das contas, esse comportamento força decisões dolorosas sobre como viver, ou como se isolar, junto às famílias que eles adoram”.

“Sei que não busquei ser do jeito que eu sou, ter a orientação sexual que eu tenho, e também sei que sempre fui do jeito que eu sou agora”, foi o que um homem escreveu numa carta publicada no livro de Isay, “Tornar-se Gay”: “Sei que está ficando mais difícil viver nessa concha solitária onde estou, mas não encontro saída fora dela”.

Revelando a vida secreta

Quando a revelação de uma vida secreta vier a destruir ou a envenenar para sempre a vida particular de alguém, as pessoas devem ou assumir e escolher, ou então enfrentarem o risco de uma perturbação mental, conforme dizem muitos terapeutas.

O Dr. Seth M. Aronson, professor-assistente de psiquiatria na Escola de Medicina de Monte Sinai, já tratou um pediatra que vivia nessa condição. O paciente tinha uma esposa e uma criança pequena em casa, e escapulia pela noite nos bares, visitando prostitutas e até mesmo brigando com os rufiões das mulheres.

Numa das sessões, o homem estava tão bêbado que desmaiou; numa outra, veio acompanhado de uma prostituta. “Era uma daquelas clássicas divisões de personalidade, onde a esposa era perfeita e maravilhosa, e ele buscava se menosprezar com essas outras mulheres”, sendo que as duas vidas não poderiam coexistir por muito tempo, diz Aronson.

Num famoso texto sobre o assunto das vidas duplas, publicado em 1960, o psicanalista inglês Dr. Donald W. Winnicott argumentava que um falso self emergia em determinadas situações, em que as crianças são criadas para serem tão intimamente sintonizadas com expectativas alheias que se tornam surdas aos próprios anseios e necessidades.

“Na verdade, é como se elas imolassem, queimassem vivas, partes delas”, diz o Dr. Kwawer do White Institute.

O pediatra tratado por Aronson, por exemplo, foi criado num ambiente fundamentalista cristão em que a mãe dele várias vezes o menosprezava, utilizando comparações com um tio vagabundo e beberrão. O paciente de Kwawer, o tal empreendedor imobiliário, tinha pais que franziam sobrancelhas a qualquer sinal de excessos, e impingiram no filho um forte sentido da necessidade de preservar a imagem da família. Ele se casou cedo, em parte para agradar aos pais.

Os dois homens ainda se submetem ao tratamento psicoterapêutico, mas agora conseguiram integrar suas vidas, segundo seus terapeutas. O pediatra cortou suas atividades extracurriculares, mentalmente voltou para casa e confessou alguns de seus problemas à esposa.

O construtor de imóveis se separou da mulher, mas vive por perto e ajuda na criação dos filhos. A separação causou um período de depressão para todos os envolvidos, diz Dr. Kwawer, mas o homem agora conseguiu recuperar a energia no trabalho e se reconectou com os amigos e com os filhos. Os encontros secretos acabaram, assim como o uso de drogas, e ele se sente novamente no controle da própria vida.

“Ao contrário do que muitas pessoas poderiam pensar”, afirma Kwawer, “freqüentemente uma vida secreta pode fazer sair da escuridão aspectos mais vívidos, íntimos e energizados das pessoas”.

 

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Mudando o curso de sua história pessoal

por Paulo Valzacchi – paulo@cebinet.com.br

O curso de nossa história pessoal pode ser mudado a qualquer segundo, o que dita essas mudanças são as nossas escolhas.

Sendo assim, livro da vida é mais dinâmico do que imaginamos, um segundo aqui, outro ali e tudo recebe um novo panorama.

Existem pessoas que não acreditam nisso, mas basta ver ao redor e trazer a sabedoria da observação a nossa mente racional.

Um milésimo ou centésimos de segundo pode afastar a glória da vitória, de uma medalha de prata, esse mesmo tempo pode ser o seu reflexo no trânsito que poderá salva-lo e assim por diante.

Mas existe algo mais poderoso que pode alterar todo o “destino” das ondas da vida, e eu gostaria de compartilhar isso com você.

O que pode mudar tudo são as PALAVRAS.

Uma palavra entendida errada, pode mudar muitas coisas, eu sou testemunho de vários casos assim.

Na vida afetiva, onde estamos imersos em nossos relacionamentos, em geral na relação à dois, pecamos muito com as palavras e isso pode criar um mar de desilusões.

Chegamos então a um ponto essencial.

Como é difícil falar NÃO, pois sempre queremos ser aceitos e assim amados, mas a pior de todas as equações é a dificuldade das pessoas em ouvir um NÃO.

Você gosta de ouvir um Não?

Certamente que ” Não “, mas muitas vezes ele é essencial, tem horas que por trás dele existem milhares de sim, mas as pessoas não conseguem enxergar isso.

Aceitar um Não é uma tarefa de aprendizado importante, ele talvez possa significar limitações ao primeiro olhar despreparado, mas por trás de cada letra pode ser que esteja escondido novas possibilidades.

O ” Não ” no relacionamento tem um papel interessante.

Lucia contou-me sua história de sofrimento, um NÃO mal compreendido e uma avalanche de orgulho.

Há tempos atrás ela se relacionava com um jovem a mais de um ano, e num desses dias, onde a relação vinha se desgastando, ela pediu ao companheiro se poderiam se encontrar a noite para um jantar, mas ele simplesmente disse Não, que precisava de um tempo para poder entender melhor as coisas.

Para muita gente o “tempo” é um sinal de rompimento, algo extremamente absurdo, tem momentos que de longe da situação conseguimos avaliar melhor o que esta certo ou errado, e assim remanejar tudo.
Sei que você não acredita que o tempo seja essencial no relacionamento, mas é, centenas de relacionamentos se curam com apenas um simples tempo, para você entender melhor, imagine:

Coloque um quebra-cabeça de cem peças em cima da mesa, muito bem, espalhe as peças e comece a montar, perfeito, agora , coloque sua face a uns 5 centímentros de distância das peças.

Minha pergunta :

– Você conseguirá identificar e encaixar as peças assim?

É claro que não, você precisa se distanciar um pouco, a ponto de ver o todo, assim é o tempo, uma distância de avaliação, não é uma distância onde o outro irá procurar outra relação, ou sair para aproveitar e tudo mais, isso é imaturidade, o tempo é essencial para podermos avaliar e mudar.

Mas Lucia também não via assim, mesmo ele explicando ponto a ponto que precisava de alguns dias para se re-encontrarem, ela levou o NÃO como um rompimento.

E simplesmente sumiu da sua vida.

Ele a procurou, mas em vão, ela simplesmente se afastou.
Após um ano Lucia estava em minha frente, arrependida por uma decisão tão imatura, uma bobagem, que deu brecha ao seu Orgulho, e assim perdeu a oportunidade de consertar tudo e seguir adiante.

Um Não pode ter sim, uma nova perspectiva, mas nem sempre conseguimos vê-la.

Assim como Lucia eu recebo dezenas de emails sobre o encontro e desencontro de almas, as vezes as pessoas só pensam em si, são egoístas, outras se fecham e não conseguem se comunicar, outras o orgulho invade, e sempre a imaturidade prevalece.

Não é hora de mudar o rumo da sua história pessoal?

Eu não acredito muito no ” viveram felizes para sempre “, afinal isso exige muitos e muitos cuidados e muitas vezes no meio do caminho acabamos por perder isso, mas Lucia me impressionou, hoje é mais flexível, consegue ouvir críticas, respeitar opiniões, e aos poucos esta se chegando mais perto do rapaz no qual ela rompeu anteriormente, acredito que quando estamos no caminho das mudanças tudo é possível, todo o curso de sua vida pode ser alterado, pena que nem todos pensam ou conseguem olhar desa maneira.

sucesso em sua jornada!

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A CHAVE PARA EVITAR A PRECIPITAÇÃO NO SEU RELACIONAMENTO

Muitas pessoas chegam a mim para falar de suas aflições; dizem que não possuem paciência para esperar por resultados, que não possuem paciência para tomar uma decisão e que, muitas vezes, se precipitam.

Com o tempo percebemos que a paciência é um dos ingredientes fundamentais para se obter êxito naquilo que se almeja. Grandes projetos e objetivos da vida necessitam paciência, já pequenas coisas não precisam tanto. As decisões de peso precisam sempre ser ponderadas, mas as pessoas não querem dar tempo ao tempo; querem decisões imediatistas. É nesse exato momento que as coisas se perdem.

Conversando com alguns clientes a respeito da paciência e do diálogo, ficou bem claro para todos nós que além da paciência não ser exercida, outro fator que tem profundo impacto nos relacionamentos e que é deixado de lado, principalmente naquelas horas de dificuldade e decisão, é justamente o diálogo. Diálogo, por vezes, é trocado por sexo, ou seja, encarar de frente uma realidade é trocada pelo prazer de estar juntos em determinado momento.

Isso tem ocorrido de uma forma muito comum entre os casais que deixam de lado a importância do diálogo, uma conversa franca e direta sobre a união dos objetivos, o desenvolver da vida afetiva, a combinação da intimidade e a procura de um futuro comum.
Em geral pensamos que a falta de diálogo está mais presente nos jovens, mas não é uma regra; o que conta nesses casos é justamente o amadurecimento em relação ao próprio relacionamento. Existem pessoas que conseguem estreitar e firmar laços profundos através do planejamento de objetivos comuns o que habilita ambos ao sucesso de uma vida afetiva.

Sabemos que em se tratando de relacionamento, nosso cotidiano é regado por atos falhos. Quem já não passou por momentos onde houve impaciência e perda de diálogo?
Quem em determinado momento de um relacionamento não foi precipitado? Conversando com outras pessoas percebemos que tudo isso é muito comum.

Por outro lado, existem indivíduos que dão uma grande importância ao que diz respeito a uma necessidade básica na sobrevivência de um relacionamento saudável: o diálogo. Os grandes resultados obtidos através do auxílio da terapia é providenciar uma estratégia de inter-relacionamento saudável, onde o foco básico passa a ser o reconhecimento de suas necessidades e às do parceiro. Quando necessidades são reconhecidas podemos compartilhá-las com o outro e assim chegar a pontos comuns onde realmente o provérbio popular tem significado coerente: “a união faz a força”.

Em tempos, onde todos nós estamos mudando os padrões, segurança e liberdade requerem uma habilidade mútua dos parceiros; o fio estreito entre soltar o companheiro ou mante-lo cativo, pode ser equilibrado através de um excelente diálogo, onde podem se observar as prioridades individuais e, assim, trabalha-las em um plano comum.

No que diz respeito ao amadurecimento do casal é óbvio que isto somente é conseguido através de um longo e sofrido processo; não somente de adaptação, mas também de interação. Diálogo denota uma vinculação afetiva, onde atenção e dedicação passam a ser ingredientes de cumplicidade. Mas se a paciência e o diálogo promovem o desenvolvimento de uma relação saudável, outro aspecto importante é realizar o seu processo de autoconhecimento, não somente pelo fato dele despertar a autoconfiança, mas também pela necessidade de conhecer os nossos próprios valores e dificuldades para assim sermos também capazes de aceitarmos as características do outro.

Então, uma dica de peso para o seu relacionamento é buscar o diálogo e, com muita paciência, conquistar os seus mais profundos objetivos baseados em necessidades de altos valores.

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